Papoilas Portuguesas

Papoilas Portuguesas
Lusos - Grupo de individuos com grau de utopia elevado

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bastonário fast fool

















O bastonário da Ordem dos Médicos José Manuel Silva, propôs ontem ao ministro da Saúde, Paulo Macedo, a criação de um imposto sobre a fast food. Segundo ele "Esta crise é uma oportunidade para a criação de novos impostos selectivos, que contribuam para melhorar a saúde dos portugueses e evitar o consumo de medicamentos". E defende que o novo importo serviria para financiar o Serviço Nacional de Saúde, limitando, assim, o impacto dos cortes anunciados para o sector. Ora aqui está uma grande ideia. Tendo sido provocado alguns dias antes, pelo primeiro-ministro P.P. Coelho, que desafiou os que têm melhores ideias que as dele, a contribuir para a saída da crise. O excelso bastonário arranjou logo solução, para que o seu sector não fosse afectado com cortes no orçamento.
E a ideia pode mesmo ser aplicada no financiamento de outros sectores da sociedade. Por exemplo:

Imposto a aplicar sobre Telenovelas serviria para financiar as escolas públicas;

Imposto a aplicar sobre as revistas pornográficas serviria para financiar a rede de bibliotecas nacional;

Imposto a aplicar a reality shows na TV serviria para financiar a rede de cuidados paliativos;

Imposto a aplicar sobre a música Pimba serviria para financiar a Casa da Musica no Porto;

Imposto a aplicar sobre os arraiais populares serviria para financiar a Companhia Nacional de Bailado;

Imposto a aplicar sobre as séries da Fox serviria para financiar a polícia Judiciaria;

Imposto sobre filme para adultos serviria para financiar o Cinema Português;

Imposto a aplicar sobre as mensagens de SMS serviria para financiar os CTT;

Imposto a aplicar sobre as bombas de Carnaval serviria para financiar o exército português;

Mas o que não deixa de ser irónico, é que apenas um dia depois de surgir a ideia de José Manuel Silva de criar este imposto sobre o fast food, eis que surge a notícia que o governo se prepara para aumentar o preço do Pão... É quase a mesma coisa, não é?!...


domingo, 4 de setembro de 2011

Consenso















Já há muito que não nos lembrávamos de um tal consenso em torno da actuação de um ministro. Pena que o consenso seja negativo, mas pronto isso são pormenores, também não se pode ter tudo! Vítor Gaspar o Ministro das Finanças conseguiu nos últimos dias, unir em uníssono personagens tão diversas como Manuela Ferreira Leite, Mário Soares, Marques Mendes, António Barreto, João duque e Pacheco Pereira. A ser verdade o que lemos, Ferreira Leite arrasa a política fiscal do governo. Marques Mendes questiona os insuportáveis sacrifícios impostos aos Portugueses. Pacheco Pereira critica a política do martelo. Soares avisa que Portugal está no limite. Barreto admite convulsão social. João Duque fala em pouca inteligência.
Consensual sem duvida!...



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

É a festa das vindimas
















Estamos a chegar às vindimas. Aquela altura do ano em que o país apanha a fruta e pisa, pisa, pisa, tentando tirar algum néctar para posteriormente fermentar. Se houvesse alguma dúvida sobre o pisa, pisa, basta ver as notícias dos jornais de hoje (e isto são só as “gordas”). A dúvida reside no facto de saber se ainda há mais alguma coisa para espremer…

Pois é! É a festa das vindimas!...

“Governo aumenta impostos e congela salários e pensões”

“37 mil professores contratados ficaram sem colocação”

“Bruxelas confirma “deslize” de 500 milhões na Madeira”

“Governo detectou desvio orçamental de 1,5 por cento do PIB”

“Tribunais reabrem com menos 400 funcionários judiciais”

“Hospitais têm de reduzir em 11% custos operacionais”

“Ciência, Tecnologia e Ensino Superior vão ter cortes de 12%”

“Voluntários vão cuidar de bebés nas creches”
 
 

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Universidade de Verão

Durante uma semana, de 29 de Agosto a 4 de Setembro, uma centena de jovens políticos frequentarão a Universidade de Verão trabalhando em conjunto em jornadas de estudos intensivos, sendo acompanhados por formadores e oradores de grande qualidade.
Aqui no Papoilas divulgamos para quem esteja interessado o horário das aulas.

sábado, 27 de agosto de 2011

Outros impostos
















Numa altura em que se encontra na ordem do dia a discussão sobre quais os impostos que o governo deve aplicar, para ir buscar mais algum dinheirinho. Numa altura em que o Bloco de Esquerda quer de taxar as grandes fortunas, mas PSD e CDS não parecem muito entusiasmados com a ideia. Nós, aqui no Papoilas, deixamos algumas ideias sobre possíveis impostos a aplicar a outros “grandes” patrimónios dos Portugueses.

Imposto sobre as "grandes banhadas"
Imposto sobre as “grandes cacholas”
Imposto sobre os “grandes melões”
Imposto sobre as “grandes secas”
Impostos sobre as “grandes carolas”
Imposto sobre as “grandes bombas”
Impostos sobre os “grandes nabos”
Imposto sobre as “grandes farras”
Imposto sobre as "grandes calinadas"
Imposto sobre as "grandes caldeiradas"



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Fechado para férias

















O novo governo iniciou a sua governação.
A Liga Portuguesa recomeçou o seu campeonato.
João Jardim retomou as suas atoardas
Marcelo Rebelo de Sousa voltou aos seus comentários.
Jorge Jesus reiniciou o seu palavreado.
Cavaco Silva retornou ao Facebook
O SCP regressou às suas derrotas.
Jerónimo de Sousa reassumiu sua postura.
Francisco Louçã recuperou a sua agressividade.
José Mourinho reinventou a sua arrogância.
A Assembleia da Republica retomou as suas sessões.
A Troika voltou a Portugal.

E o PS?
E António José Seguro?
Fechado para férias meus amigos! (Pelo menos é o que parece...)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Palhaço Rico ou Palhaço Pobre?





















Lembrei-me hoje do tempo em que era criança e ia ao circo e esperava ansiosamente pela entrada dos palhaços. Após uma espera que parecia interminável, eis que surgiam eles os impagáveis palhaços. Normalmente formavam a chamada parelha, sendo na maioria das vezes um palhaço rico e um palhaço pobre. O palhaço rico aparecia sempre pomposamente vestido, com fatos quase sempre ostentadores e excessivos com lantejoulas e brilhantes. Enfim aquilo que hoje chamaríamos sinais exteriores de riqueza. O palhaço pobre, pelo contrário aparecia na maioria das vezes vestido de trapos coloridos, com calças excessivamente largas, casaco demasiadamente comprido e sapatos rotos. Também as personalidades de ambos eram completamente díspares. Enquanto o palhaço rico parecia sempre um individuo coerente, bem falante e lúcido, o palhaço pobre era sempre um tonto, pouco inteligente e trapalhão (no entanto quem nos fazia rir era o palhaço pobre). Lembrei-me disto hoje ao ler uma notícia de que Alberto João Jardim assume problemas de liquidez para pagar a fornecedores e diz querer um acordo com o Governo PS/CDS (isto com eleições à vista). AJJ mesmo pede apoio ao actual Governo, para negociar um acordo, pois em 2005, a dívida estava nos 478 milhões de euros e em 2010, segundo uma auditoria recentemente apresentada pelo Tribunal de Contas, a dívida já chega a 963 milhões, mais 101,5%, ou seja, mais que duplicou em cinco anos!... Só percebo é, porque é que ao ler esta notícia, me lembrei dos tempos do circo e dos palhaços rico e pobre…

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Professor Martelo






















A pedido de vários docentes aqui voltamos ao tema “Qual a diferença entre um Professor e um Martelo…”. Isto, porque vários profissionais desta classe educativa, nos manifestam preocupação dizendo não conseguir perceber como é que o professor Marcelo Rebelo de Sousa, consegue continuar a dar aulas. Realmente, se analisarmos a sua frenética actividade televisiva, onde além da sua nobre faceta de comentarista político (seja lá o que isso for), MRS consegue fazer também comentário desportivo, comentário literário, comentário culinário, comentário discográfico, comentário de actualidades, comentário social, enfim comentário de tudo o que mexa (e que não mexa também). MRS faz também frequentemente adivinhação política (nem sempre acertada é certo) de nomes de ex-futuros ministros e secretários de estado. Como se não bastasse, ainda tem tempo para ler cerca de vinte livros por semana e isto se contarmos só os que recomenda, pois imagina-se que ainda existam muitos outros livros que lê, mas que não recomenda, por achar que não reúnem os requisitos mínimos de qualidade. Bem sabemos, que o professor dorme só cerca de três horas por dia (e isto nas noites em que não tem insónias, imagine-se nas outras). Mas realmente pela nossa rigorosa contagem cientifica, somando todas as suas actividades, e contando também com os (ainda) indispensáveis tempos gastos em actividades que não é possível fazer durante o programa televisivo (como comer e satisfazer actividades fisiológicas), sobram-lhe apenas dez minutos diários para a leccionação. Não queremos ser picuinhas, mas realmente parece-nos pouco. Isto se, considerarmos, além da prelecção das lições, o esclarecimento de dúvidas aos alunos, a preparação de aulas e a elaboração e correcção de avaliações. Mas enfim, cada qual sabe de si. Além disso estamos a falar de ensino superior onde os alunos, só vão às aulas na semana da praxe. Mas, o que verdadeiramente intriga muitos dos nossos seguidores é, que uma personagem com esta capacidade de gestão de tempos (e lembrando que o professor já foi líder do PSD), não tivesse chegado a primeiro-ministro, perdendo-se pelo contrário para sempre, na leitura compulsiva de livros e no falatório televisivo. A Nação perdeu um estadista, mas a televisão ganhou um martelo… perdão um Marcelo! E afinal respondendo à pergunta inicial, parece que não existe grande diferença entre ambos!...

domingo, 14 de agosto de 2011

Praia
















É hoje que a palavra praia irá toma um nova dimensão. É que vai ser próximo da praia de Quarteira, no famoso “calçadão de Quarteira” que se irá realizar a fantástica (aqui fantástica refere-se a fantasia) Festa do Pontal do PSD. E desta vez vai tomar uma importância acrescida, pois desde 1994 que esta festa não conta com a presença de um primeiro-ministro.
Até o antigo líder do PSD-Algarve Mendes Bota antevê uma “casa a abarrotar para ouvir o líder social-democrata, num discurso onde espera que Passos Coelho fale de política a sério, mas também de dificuldades e esperança”. Parece-nos que neste caso quando muito será uma praia a abarrotar e não uma casa abarrotar mas também praias a abarrotar é o que mais há por esta altura no Algarve, contando que não haja é um Tsunami!...

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um ano


















Faz um ano que surgiu este espaço na blogosfera. Papoilas Saltitantes de seu nome, este blog surgiu da nossa necessidade compulsiva de chatear o próximo. O próximo e não só, também todos os que estão logo a seguir ao próximo nos incomodam. Já aqui chateámos políticos, desportistas, músicos, banqueiros, professores e até cidadãos anónimos (tão anónimos que até já nos esquecemos deles). Mas apesar de termos chateados muita gente, o que é incrível é que nenhum dos visados nunca manifestou qualquer apreço pela nossa actividade. Ingratos! Não reconhecem quem como nós se dedica à causa pública de chatear apenas por chatear. Mas, o que verdadeiramente nos magoa é o facto dos visados nas suas múltiplas actividades, insistirem em nos ignorar. Não houve uma palavrinha de apreço nos comunicados dos muitos ministros que aqui incomodámos. Não houve um referenciazinha nas notas de imprensa dos inúmeros políticos que aqui achincalhámos. Não houve uma conferência de imprensa da parte dos muitos desportistas que aqui ironizámos.
Mas se pensão que é ignorando-nos que nos conseguem demover, estão muito enganados. Contem com mais um ano de cretinices aqui neste espaço.
E como é aniversário, oferecemos uma entrada livre com bebida na discoteca Mamadu na Quinta do Mocho. Só têm que levar o vosso computador e mostrar este post à entrada (aconselhamos a que antecipadamente copiem todos os ficheiros para uma pen e que a deixem em casa pois poderão vir a necessitar dela…).

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Papoilas Geographical Expedition
















Corredores de Hotel de 2ª. Já tínhamos ouvido falar nestes habitat’s misteriosos e míticos num ou dois programas do National Geographic, mas não acreditávamos muito que existissem. Espaços onde segundo a mitologia das agências de viagens, pululam as criaturas mais estranhas da evolução das espécies. Aqui no Papoilas aceitámos o desafio, e ignorando o risco, equipados com os acessórios indispensáveis para missões de sobrevivência, resolvemos penetrar nas profundezas dos corredores do hotel Marisol da Trafaria.

Chegados ao hotel, iniciámos a jornada no elevador do hall de entrada. Ao entrarmos, a angústia apoderou-se imediatamente da equipa. Tivemos que nos gladiar com um casal de obesos mórbidos que teimavam em não se afastar da porta do ascensor. Temi pela vida, pois a fêmea obesa arfava pesadamente mesmo junto ao meu ouvido, enquanto o obeso macho exalava um odor combinado, de suor e fritos cozinhados com óleo Fula. Ao chegarmos ao piso 12, saímos impulsionados pela 1ª lei de Newton (um corpo ganha velocidade se impulsionado por outro corpo). E pronto estávamos no corredor e já não havia retorno para a aventura. Mergulhados na penumbra, constatámos a existência de um intenso cheiro a mofo (ou seria bafio?). O Resende aqui da contabilidade que nos acompanhava, sendo um asmático crónico caiu fulminado no chão e agarrado ao cartão de sócio do Benfica só teve tempo para dizer, “Deixo o meu lugar na bancada MEO ao afilhado da minha porteira”.

Ainda não refeitos do choque, eis que se abre a porta do 1201, donde sai um individuo aparentado do homem de cro-magnon (mas com pior aspecto) com um bigode preto seboso, de calções às flores, calçado de sandálias e meias brancas, carregando um grade de “mines” que diz para o interior do quarto “Ó Ilídio, estás-me a espetar a cana de pesca, palhaço!”. Imediatamente atrás, sai o dito Ilídio com uma cana de pesca numa mão e uma série de utensílios pontiagudos na outra mão e um palito a sair do canto da boca. Enquanto andava deixava para trás um rasto de isco de pesca. O nosso rápido instinto de sobrevivência, permitiu-nos protegermo-nos atrás da esquina do corredor, antes que sermos vazados na vista pela perigosa cana do Ilídio. Por esta altura o Jorge da Informática começou a soluçar enquanto balbuciava “Eu quero voltar para o meu Facebook”. Maricas! Já não se fazem homens como antigamente. A Sandra dos Recursos Humanos (a única mulher que nos acompanhava na expedição) atacou nervosamente “Lembrei-me agora que tenho os salários de Agosto para processar, vou ter que regressar! Adeusinho!” e correu pela escada de incêndio acima, a uma velocidade que nunca julgámos possível. Isto da parte duma pessoa que quando temos mudanças aqui no papolias, diz sempre que não pode carregar pesos e vai para a copa tomar chá verde.

Com a perda deste segundo elemento e o colapso nervoso do Jorge, achámos que a expedição já não tinha condições para ser levada avante, pelo que resolvemos espetar uma bandeira que tínhamos, do tempo da nossa participação nos Jogos sem Fronteiras, no vaso de begónias do corredor e saímos a passo de corrida pela porta de emergência do Hotel.

Já agora, se algum trabalhador do Hotel Marisol ler esta crónica e quiser ter a amabilidade de nos mandar o Resende da Contabilidade, ficamos agradecidos!…

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Dicas para um Verão de M…
















Parece que também o São Pedro está falido e este ano não tem disponibilidade financeira para “abrir” o Verão. Por isso aqui deixamos algumas dicas para minimizar os efeitos depressivos deste par Crise-Verão de merda.

- Aproveite a água da chuva que cai para lavar a tenda de campismo que nunca tinha lavado na vida;

- Aproveite o facto de estar frio para usar aquela camisola de gola alta que lhe ofereceram no último Natal;

- Aproveite o céu estar nublado para fazer a manutenção anual dos seus óculos escuros;

- Aproveite as rajadas de vento para poupar combustível, desengatando o carro sempre que conduzir a favor do vento na viagem de ida para férias;

- Aproveite o aparecimento de nuvens para fazer interessantissimos passeios turísticos nos corredores do seu hotel. Descubra a fauna que habita estes espaços;

- Aproveite as baixas temperaturas para beber cerveja gelada sem ligar o frigorífico;

Força! Desfrute a chuva e o vento deste espectacular Verão… Divirta-se!

domingo, 31 de julho de 2011

Dá…gong









Afinal parece que existe um agência de notação financeira muito mais credível que as aldrabonas Moody´s, Fitch ou Standard & Poor´s. De seu nome Dagong e de origem chinesa, esta eficiente agência informou que “A actual situação de crise em Portugal é uma oportunidade para os investidores chineses, que poderão ajudar à resolução dos problemas financeiros de muitas empresas nacionais” e numa demonstração de conhecimento financeiro a todos os títulos louvável, afirmou ainda “o problema de Portugal é ter acumulado muita dívida ao longo dos anos, mas em termos do ambiente e do crescimento económicos, a situação não é assim tão má". Mas esta gente pelos vistos é mesmo conhecedora, pois atribui a responsabilidade pela actual situação portuguesa, às "inapropriadas notas dadas, pelas outras agências de avaliação de crédito internacionais". Pois não sei se isto dá Gong mas que dá Gozo, dá!...


terça-feira, 26 de julho de 2011

Carecas há muitos…


Todos nos lembramos daquele filme português antigo, em que o Vasco Santana berra em pleno Jardim Zoológico “Chapéus há muitos”. O hábito dos chapéus parece ter caído em desuso, o que faz com que as qualidades capilares de cada um fiquem há mais expostas. Qualidades capilares ou a falta delas, como é o caso dos simpáticos carecas. Os carecas são uma espécie em vias de extinção, porque os recentes avanços na área dos implantes capilares e a actual sofisticação das próteses capilares (capachinhos, cabeleiras etc) faz com que encontrar um careca seja hoje em dia mais difícil, que encontrar uma farmácia de serviço ao domingo. É claro que não me refiro a essa mariquice que é o rapar o cabelo com máquina zero ou navalha. Considero isso até uma provocação para com os verdadeiros carecas. Uma coisa tipo “estás a ver careca, eu tenho cabelo mas apetece-me rapar só para chatear”,ou mesmo “tu não podes rapar o cabelo como eu, porque te falta a matéria-prima”. Há no entanto uma classe de carecas que está a crescer a olhos vivos. Os carecas monetários! Ou seja aqueles que passam “cheques carecas”. Sei isto, porque este fim-de-semana, como não tinha nada melhor para fazer, dediquei-me à leitura dessa interessantíssima pérola da literatura contemporânea que é o “Boletim Estatístico do Banco de Portugal”. Da leitura e interpretação cuidada deste potencial candidato a Booker Prize, ficamos a saber que o número de cheques carecas registou em Junho o valor mais alto do último ano e meio. Em média, três em cada quatro cheques devolvidos são-no por não haver dinheiro da conta. Foi assim ao longo de 2010 e a tendência manteve-se no primeiro semestre deste ano. De Janeiro a Junho foram devolvidos 239 400 cheques por falta de provisão, o que dá uma média de 1330 por dia. Só por causa dos cheques carecas ficaram por pagar 710 milhões de euros. Pois é caso para dizer como o outro “Carecas há muitos!”

domingo, 24 de julho de 2011

Trágicos 27





















Parece uma maldição, mas será no mínimo uma coincidência!... O que têm em comum Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Kurt Kobain e Amy Winehouse? Além de extremamente talentosos, geniais mesmo e sem dúvida excessivos nas vidas, todos eles morreram aos 27 anos. Misteriosa idade esta, que leva algumas das mais geniais estrelas da música moderna. Em 1970 com 27 anos, o génio da guitarra Jimi Hendrix engasgou-se no próprio vómito num hotel londrino, depois de misturar vinho e drogas. Seguiram-se Janis Joplin, também em 1970, e também com 27 anos, que terá sucumbido a uma overdose de heroína. Também o líder dos The Doors, Jim Morrison com 27 anos, morreu numa banheira, em 1971, em Paris, e, em 1994, Kurt Cobain, matou-se com um tiro. Ontem Amy entrou para esta malograda lista. Aos 27 anos uma das mais talentosas cantoras da actualidade deixa-nos com a sensação que ainda teria muito mais para nos dar. Até Sempre Amy, Finalmente Rehab!


Da Weasel - Toque-Toque

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Chinelo não!...


















Na Católica é que é! Lá o pessoal não brinca. Queriam ir para as aulas depois de dar um mergulhito na praia? Queriam?... Então têm que passar primeiro por casa e calçar as botas ou os sapatinhos de vela e vestir umas calças. Isto porque o Conselho Académico da Universidade Católica aprovou orientações sobre "modos de trajar" e apresentação. Ou seja, na pratica orientações sobre o que alunos, funcionários e professores devem vestir no campus. Nada de chinelos, ou camisolinhas de alças nem calções. Parece-nos no entanto que esta medida contradiz as recentes orientações do governo. Recentemente a ministra do ambiente, não aconselhou a abolição da gravata no seu ministério, com o argumento da poupança energética? Então se usarem chinelos e calções não se poupa mais energia ainda?!... Ok poupar sim, mas não na católica.

domingo, 17 de julho de 2011

Aníbal… Mudasti!
















Anibal amigo! O que se passa contigo? Não andarás a exagerar nas doses de Nestea (ou de outro chá qualquer)? É que já não te reconhecemos. As tuas afirmações transfiguram-se de dia para dia, o que não augura nada de bom para o futuro. Já recentemente nos tinhas surpreendido quando afirmaste “as decisões das agências de rating norte-americanas são uma ameaça à estabilidade da economia europeia e a descida de rating português executada pela agência Moody’s é escandalosa”. Ficámos deveras surpreendido contigo, pois ainda há cerca de um ano, tinhas dito “Aqueles que insultam os mercados estão a prejudicar seriamente o país” e na altura disseste mais, “não vale a pena recriminar as agências de rating, o que nós devemos fazer é o nosso trabalho para depender cada vez menos das necessidades de financiamento externo”. Mas agora foi demais! Tu que sempre defendeste um Euro forte, terás mesmo dito "gostaria que o euro fosse mais fraco para que os países da Zona Euro fossem mais competitivos"? Amigo Aníbal… Tu Mudasti!

sábado, 16 de julho de 2011

À noite no Convento





















Muita gente visita o convento de Mafra durante o dia, e passa pelos fantásticos espaços como a farmácia, o hospital, a capela do rei e a incrível biblioteca. Mas neste caso uma visita nocturna dá-nos uma perspectiva diferente. Ainda mais, porque passou por espaços alternativos como a cúpula, o topo da cobertura, as escadas em caracol e os carrilhões. O convento, mandado edificar por D. João V em 1711, em estilo barroco português, tornou-se mundialmente conhecido pelo facto de ter servido de inspiração a José Saramago para o livro “Memorial do Convento”. Dizem os Hermanos Saraivas do burgo, que foi construído para cumprir uma promessa do rei, caso tivesse um descendente para ocupar o trono. Foi no entanto posteriormente ocupado pelos Franciscanos que desenvolveram a farmácia e a enfermaria, e ainda mais posteriormente pelos Dominicanos desenvolveram a biblioteca. Não sei se devido ao carácter místico e misterioso da visita, se devido à falta de oxigenação no cérebro, quando subia e descia centenas de degraus em pedra, mas enquanto me agarrava ao corrimão em ferro tive uma ideia genial. Porque não desmantelar estes velhos monumentos históricos que temos e vender pedra por pedra (devidamente autenticada e certificada) a bom preço a americanos, chineses e russos ricos? Além de fazer bom dinheiro, ainda libertávamos novos espaços para construir centros comerciais. Não digam que assim não dava para pagar a divida!!!...


quinta-feira, 14 de julho de 2011

I’m not in the mood for Moody's






















Já sabemos que na terça-feira a Moody’s cortou em quatro níveis o "rating" de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de "lixo" (junk). Mas a pergunta que se põe é, afinal o que é esta coisa da Moody’s? Que poder sublime é este de nos considerar lixo? A nós, um país quase com 900 anos. Esta Moody’s aparece disfarçada com as pomposas designações de “agência de notação financeira” ou “agência de notas de crédito" ou "agência de rating”, ou “empresa de rating”, ou “empresa especializada em classificação de risco de crédito”, ou “agência de classificação de risco”, ou “agência classificadora de risco de crédito”, ou “agência de análise de risco”, ou “agência de avaliação de risco de crédito”, ou “agência avaliadora de risco”, ou “agência de notação de risco” ou ainda simplesmente “agência de risco”. E segundo os inúmeros comentadores de economia, que nestes dias têm poluído a comunicação social, isto quer dizer uma entidade que avalia, atribui notas (ou notação) e classifica países ou empresas segundo uma nota de risco, a qual expressa o grau de risco, de que essas empresas ou países não paguem suas dívidas num prazo fixado. E o mais escandaloso é que a Moody’s ainda é paga para isso por solicitação das ditas empresas ou dos estados!... Gostaram da explicação?! Nós também não! Até porque, nos parece uma explicação errada. Na realidade e tendo em conta a actuação desta agencia nos últimos tempos, reflectindo-se nas classificações que tem atribuído recentemente, parece-nos que na realidade Moody’s vem do inglês “Mood”, que quer dizer “disposição”. E existem mesmo algumas expressões em inglês, que se adequam mais à actuação da Mood (ou Moody’s) ultimamente, como sejam:

bad mood - estar de mau humor
drinking mood - estar com vontade de beber, estar com disposição para beber
to be in a mood – estar com os azeites, mau humor, má disposição
mood disorder – avaliação psicológica relativa a doença bipolar
mood swing – mudança brusca de humor

Por aqui se conclui que afinal “Moody’s” reflecte esta instabilidade de humor ou de disposição (que até pode depender da quantidade de álcool ingerido) ou mesmo uma tendência bipolar para actuar e não uma qualquer análise objectiva da capacidade económica de um estado ou empresa para pagar uma divida. A proposito moody's... "I´m not in the mood!"





segunda-feira, 11 de julho de 2011

Subinddddoooooo……..

















Lá vamos nós outra vez. Quando tudo parecia apontar para uma descida dos preços dos combustíveis, eis que hoje somos de novo surpreendidos com a subida dos preços da gasolina e gasóleo. Dizem eles, que “influenciados pela subida do custo do petróleo nos mercados internacionais”, mas nós achamos que foi por causa da alteração de rating da economia Portuguesa. Pelo menos, seria um argumento novo para aumentar os preços, uma vez que todos os outros já estão esgotados! Mas o que é certo é que a Galp actualizou o preço de referência do litro de gasóleo em dois cêntimos, passando agora a custar, em média, 1,39 euros, enquanto o preço da gasolina subiu três cêntimos para 1,59 euros. A Cepsa, aumentou o preço do gasóleo ficando agora a custar 1,59 euros. Enquanto a subida do litro de gasolina foi de três cêntimos, fixando-se hoje, em média, a 1,39 euros. Na Repsol, a gasolina aumentou dois cêntimos, enquanto o gasóleo subiu 1,5 cêntimos, respectivamente, com cada litro a passar a custar 1,39 euros. Na BP acho que vamos ter que esperar por amanhã para podermos passar a pagar mais…

domingo, 10 de julho de 2011

Hortas em Guimarães

















Um excelente exemplo, este de Hortas comunitárias em Guimarães. Em tempo de crise, o aproveitamento de espaços para a exploração de hortas só traz benefícios para a população. Além dos benefícios para a economia, claro. Também em termos de saúde é sabido que as actividades no exterior são benéficas, já para não falar dos aspectos psíquicos e emocionais. Então aqui fica o apelo, Câmaras municipais do país promovam a conversão de espaços desqualificados ou baldios em Hortas Comunitárias, os custos são mínimos e os benefícios são máximos!...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sugestão para um trabalho científico, tipo tese de Doutoramento: “O papel do Facebook na quebra de produtividade nacional e sua relação com a crise financeira Portuguesa”
















Hoje lançamo-nos aqui com um tema de fundo e com o maior título que já aqui postamos “O papel do Facebook na quebra de produtividade nacional e sua relação com a crise financeira Portuguesa”. Efectivamente ainda ninguém estudou verdadeiramente o papel do Facebook e de outras redes sociais na crise financeira em Portugal. Isto porque ultimamente, não há empresa onde nos desloquemos nas nossas actividades pessoais ou profissionais, onde o funcionário ou funcionária não esteja a dar mais atenção ao Facebook, do que a nós. E se isso é assim quando estamos presentes, imagine-se quando não estamos. O cúmulo aconteceu numa recente consulta médica que tive. Após ter entrado no gabinete, o médico mandou-me sentar. Virado para mim e com o PC à sua frente, mas do qual eu apenas via a parte posterior (aquela zona interessantíssima onde se ligam os cabos do rato, impressora, monitor e outros periféricos). O médico, foi-me fazendo perguntas ao mesmo tempo que ia fazendo clics com o rato. No inicio achei super eficiente, pois pensei estar a preencher alguma ficha médica no sistema informático. Mas comecei a achar estranho, quando apesar de já ter dado todas as minhas informações, os clics continuavam. Pensei, bom, ele deve-me estar a fazer um teste qualquer em tempo real e está a registar no sistema a resposta do meu metabolismo. Clic, clic continuava o indivíduo, com o dedo nervoso, de vez em quando escrevia alguma coisa. Nessa altura, já tinha achado eficiência do sistema a mais. A desconfiança já se me tinha instalado. Por fim a consulta acabou, despedi-me e junto á porta antes de sair, deitei uma olhadela de soslaio ao PC e verifiquei que afinal o sistema de saúde era o Facebook. Ao que consta ainda não se conhece nenhuma aplicação médica nesta rede social. Pensei, então até os médicos já estão facebookados!!!. Imagine-se se fosse numa intervenção cirúrgica. Ó doutor já pode aplicar o bisturi! Agora não, enfermeira Marieta que encontrei um amigo que não via há anos!!... Pois por isso, nós aqui no Papoilas achamos que se devia estudar a influência do Facebook na eficiência produtiva em Portugal. É um tema que ainda ninguém deu a devida importância. Bom, agora tenho que terminar, pois tenho uma amiga a dar-me toques no Twitter...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A maldição dos estádios














Agora já não há dúvidas! Depois de se verificar a decisão da Assembleia Municipal de Leiria de colocar à venda o estádio Magalhães Pessoa em Leiria, temos a certeza que existe mesmo uma maldição, que caiu sobre os estádios construídos para o Euro 2004. Relembremos que 10 estádios foram construídos para o evento. Luz, Dragão, Alvalade, Bessa, Coimbra, Faro, Leiria, Aveiro, Braga e Guimarães. Ora vejamos. O Estádio de Faro pouco depois de nascer, viu o Farense a desaparecer do futebol profissional, pelo que poucos jogos (ou até mesmo outros eventos) se realizaram neste recinto. A maldição deste estádio vai tão longe, que outros clubes algarvios, como o Olhanense e o Portimonense, se recusam a jogar neste recinto. O mesmo aconteceu ao estádio do Bessa, que pouco depois de ser remodelado, viu o Boavista também desaparecer do espectro do futebol profissional. Também o estádio de Aveiro viu o Beira-mar descer de divisão e recentemente são mesmo muitas as vozes na cidade, que defendem a demolição do estádio. O estádio de Leiria também viu o seu clube a descer de divisão (apesar de posteriormente ter subido) mas vê agora a Assembleia Municipal vender o estádio. Continuando, o estádio de Guimarães, também pouco depois de ter nascido, viu o seu clube (Vitória de Guimarães) descer de divisão, apesar de também neste caso posteriormente ter voltado a subir. O seu vizinho, o estádio de Braga, apesar de ter recebido vários prémios de arquitectura e de ser um dos estádios mais impressionantes do mundo, não é consensual por parte dos adeptos do Sporting de Braga, que acham o estádio desconfortável e pouco acolhedor! Em Coimbra, a Académica teima em ficar todos os anos nos ultimos lugares da tabela. Mais a sul, o novo estádio do Sporting arca com a maldição de nunca ter visto o Sporting campeão e de neste caso desconfiamos que a maldição é mais forte e parece ter-se abatido sobre todo o clube. Restam os estádios da luz e do Dragão. Estes arcam com uma estranha maldição que faz com que em todos os jogos entre estes dois clubes, se verificarem estranhas intempéries e caiam enigmáticas chuvadas de… bolas de golfe!


terça-feira, 5 de julho de 2011

Nobre! Mon AMI...






















E já está! O deputado mais rápido de que há memória no parlamento português, abandonou funções. Depois da tentativa falhada de se tornar presidente da Assembleia da República, Fernando Nobre garantiu que se manteria como deputado enquanto entendesse que a sua participação fosse "útil ao país", mas acabou por renunciar ao mandato. O que nos faz concluir que se considerou inútil. Na realidade Nobre ainda assistiu a duas sessões plenárias: a que chumbou o seu nome para presidente do Parlamento e a que elegeu Assunção Esteves para o mesmo cargo. Depois disso nunca mais se viu. E assim termina mais um episódio triste da política portuguesa, onde não só os políticos profissionais ficaram mal na fotografia, mas neste triste caso, também foi dada uma machadada fatal nos que acreditavam nos “independentes” na política.


domingo, 3 de julho de 2011

Alface hall



Para quem gosta de espaços informais, é indispensável conhecer o hostel "Alface Hall". Situado ao cimo da Rua do Norte no bairro Alto em Lisboa. Se precisarem de pernoitar em Lisboa e não tiverem muito dinheiro para gastar, este é sem dúvida o lugar ideal. Mas não só. Também se depois de um dia de trabalho quiserem ir beber um copo num sítio descomprometido mas acolhedor e “com alma”, este é o lugar. Nós apreciámos a morangoska tem tomámos num final de tarde, feita com morangos verdadeiros esmagados e com muito entusiamo!...



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Imposto extraordinário







O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou ontem na abertura do debate do programa do governo na Assembleia da República, uma contribuição especial para o ajustamento orçamental, em sede de IRS. Esta será equivalente a 50 por cento do valor do subsídio de Natal que acresce ao salário mínimo nacional. Alguém se apressou a chamar a isto “Imposto Extraordinário”.
Mas extraordinário porquê? Segundo o dicionário da Porto Editora, a palavra extraordinário poderá ter 7 interpretações, sendo elas:

fora do ordinário;
excepcional;
raro ou invulgar;
que causa admiração;
insólito ou estranho;
muito grande ou excessivo;
que não é obrigatório;

Ora não nos parece que nenhum destes adjectivos se aplique a este imposto, senão vejamos.

Fora do ordinário não é com certeza. Antes pelo contrário um imposto que se prepara para “tirar” as prendas das criancinhas no Natal, ou para degradar substancialmente e ceia natalícia parece-nos algo bem ordinário, pornográfico mesmo!

Excepcional, também não será. Pois basta falar com algumas das famílias carenciadas, que vão ver reduzida uma das hipóteses que tinham durante o ano para equilibrar as finanças familiares, para ver que para elas, esta imposto será tudo menos excepcional.

Raro ou Invulgar, também não é de certeza. Pois do modo que se encontra a situação económico-financeira dos país, percebermos que este tido de impostos se vai tornar muito frequente e vulgar. Provavelmente passaremos a ter tributações deste tipo não só no Natal, mas também no Ano Novo, no Carnaval, na Pascoa e nas Férias de Verão (ou se calhar, mesmo todos os fins de semana!).

Que causa admiração, também não se aplica. Pois já toda a gente estava à espera de qualquer coisa deste tipo, por isso ninguém ficou admirado, nem mesmo as centrais sindicais.

Insólito ou estranho, também não é, pelas mesmas razões apontadas acima.

Muito grande ou excessivo, infelizmente também não será. Pois o “buraco” é tão grande que vai ser preciso mais “extraordinários” deste e de outro tipo!

Que não é obrigatório. Bom, este nem é preciso comentar!...